Liderança e o Ministério Cristão

 Liderança e o Ministério Cristão
04/05/2021

 

Uma visão da minha própria experiência

Resumidamente e simplificando se diz que liderança, em termos gerais, significa “influenciar”. Liderança se forma com o tempo e a situação a cria.

Hoje se exige liderança para tudo!

Liderança não pode ser banalizada como uma habilidade qualquer. É algo que precisa ser pensado de forma estratégica. Podemos até nascer com característica de liderança, mas ela precisa ser desenvolvida. (revista hsm).

Um dos principais desafios das organizações de nosso tempo é ter líderes preparados. Elas começaram a perceber que não adianta investir em talentos com alta capacidade de trabalho, mas que não tenham competência de gerir outras pessoas e pulso para tomar importantes decisões. Em todos os seguimentos da sociedade, exige-se lideres competentes para comandar, dirigir, administrar e fazer funcionar os mais diversos setores.

Quando se fala em ministério cristão, trata-se, de um serviço que se presta a outros. Entendemos como um dom e não um cargo a ser ocupado, não é profissão ou emprego, não é hereditário, nem transferível, não é chamada humana e nem própria. É reconhecidamente um trabalho de grandes responsabilidades.  Abrange a todos os membros da igreja, pois, todos são vocacionados para servir a Deus através do desenvolvimento de talentos naturais e através dos dons espirituais (Ef 4.1).  Tal fato é por vezes denominado de “sacerdócio universal dos crentes”. A palavra vocação tem origem no verbo grego “kaleo”, que tem sentido de “chamar”, “reclamar para si” e “comissionamento”. Portanto vocação significa “chamada”, “convocação” ou, de uma forma mais literal, “sair de si mesmo para servir aquele que chamou”.  As cartas paulinas empregam a palavra “kaleo”, “Klesis” e “kletos”, quase sempre com o sentido de vocação divina.  

O vocacionado deve estar consciente de que o seu ministério é um chamado divino e que alcançou não pelos próprios méritos, mas através da convicção da sua chamada por Deus (Ef 3.7; Mt 4.21).   Não deve deixar se guiar por suas próprias ideias, mas pelo Espirito Santo de Deus; não determina todas as coisas, mas discerne a vontade de Deus; não se impõe, mas vive em submissão; não desiste nas dificuldades, mais se apoia no Espirito Santo; não defende sua própria opinião, mas deixa o Espirito Santo Falar por ele; não se torna dono, mas servo da ação de Deus.

Como servos de Deus, somos consagrados e comissionados para o trabalho ministerial, somos chamados à renúncia (Mt 10. 3 a 15), sem a qual haverá muitas dificuldades para o cumprimento do ministério. A vocação e a nomeação ministerial não liberam a pessoa do continuo aprendizado bíblico e secular. É necessário sabermos que a influência e prosperidade de um ministério são proporcionais a nossa dedicação.

A oração deve acompanhar as ações ministeriais. É indispensável que o exercício do ministério seja regado com oração, pois ninguém consegue realizar um trabalho espiritual levado por estímulos. Quando ha oração, se obtém discernimento a sabia direção de tudo.

O valor de um homem e uma mulher de Deus é dimensionado não apenas pelo seu discurso, mas principalmente per sua espiritualidade e aplicação dos princípios de Deus em sua própria vida. O respaldo ministerial deve vir da sua família, da disciplina pessoal, da organização pessoal, da pontualidade, da vida financeira equilibrada, do habito do estudo da Palavra de Deus, etc. O afrouxamento nesses e outros quesitos fundamentais que valorizam o ministério, poderá refletir num fracasso espiritual e ministerial. O Apostolo Paulo coloca-se em várias ocasiões como um modelo de disciplina a ser observado (I Coríntios 9.26 e 27; Filipenses 4.9 e II Timóteo 3.10 a 14).

Dependendo da vocação que se recebe do Senhor a missão poderá ser múltipla, pois o ministério envolve o ensinamento, o aconselhamento, a evangelização e missões, bem como a pregação expositiva da Palavra de Deus, que é o seu mais importante empreendimento. Para além dessas responsabilidades, poderá agir como o bom conciliador e administrador eclesiástico dos bens e recursos humanos disponíveis para toda boa obra da igreja local. Está sob os seus cuidados a gestão eficiente e honesta dos bens materiais, patrimoniais e das finanças da igreja, e ainda exercer uma liderança capaz de fazer girar todas as tarefas e compromissos que resultam de toda a carga que esta sob os ombros. Dependendo da liderança aplicada, é que todo esse aparato de tarefas inserido no ministério, é que os resultados aparecerão, e com certeza com muito sucesso. No exercício da liderança, com esmero, responsabilidade e dedicação, agora não só um ato de liderar, agora é um ministério.

Portanto, toda a liderança precisa da graça divina para não fracassar em seu ministério. Oremos uns pelos outros, compreendamos uns as suas lutas dos outros e apoiemo-nos com amor e carinho uns aos outros. Afinal, estamos todos no mesmo barco.

Por Pr. Adair Afonso Tourinho
Técnico em contabilidade, Jornalista, Escritor, Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião.
Palestrante em seminários de lideranças, obreiros, casais, educação cristã e outros,
Professor de diversas matérias teológicas,
Ministro Evangélico.

 

Demétrio Daniel dos Santos Ferreira
Obreiro da IEADJO, Locutor na Rádio 107,5 FM. Jornalista - MTB SC 6144 JP

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